O Mecanismo da Vida Consciente – Logosofia

Deus

“Ao estabelecer que a idéia da criação universal se plasmou na mente de Deus por um ato espontâneo de Sua Vontade, a Logosofia quis significar que a Mente Divina, o espaço mental de onde surgiu o cosmo, é a causa primeira. O Verbo não podia manifestar-se senão depois da concepção, como principal efeito, e atuou por império da mesma Vontade Suprema. O Verbo é, pois, o efeito, não a causa, e adquire volume por império da lei que o manifesta… Na proporção que em honra nos cabe como súditos dessa criação, nos é dado produzir fatos semelhantes, quanto às possibilidades de nossa mente e de nosso verbo. A mente humana é um fragmento da mente universal, uma consequencia ou derivação da grande causa original ou mente cósmica e causa primeira do homem. Ela possui o poder criador da mente de Deus; o possui em relação ao seu desenvolvimento, isto é, por meio da evolução o homem pode alcançar as altas prerrogativas desse poder em sua função criadora. Esta concepção traduz a imagem desse poder, ou seja, a sabedoria.”

O Sistema Mental

“Neste capítulo trataremos do sistema mental, essa maravilha da criação humana que, admiravelmente disposto e conformado, serve ao homem desde os confins profundos da ignorância até as alturas culminantes da Sabedoria. Consta esse sistema de duas mentes perfeitamente equipadas e combinadas em seu funcionamento, destinadas a satisfazer a todas as necessidades e exigências do ente físico ou alma e as do espírito, quando este assume o controle da vida; significa que para o governo de sua vida comum o homem dispõe de uma mente inferior ou comum, e para o da vida superior, de uma mente também superior. Ambas são exatamente iguais em sua constituição, mas não assim em seu funcionamento e prerrogativas. São duas esferas de qualidade, volume e atividades diferentes.”

 

O Espírito

“Em verdade, o ente físico, preocupado e absorvido pelas tarefas e compromissos que solicitam sua atenção no plano material, não oferece motivo nem oportunidade ao espírito para participar deles, porquanto não são da incumbência deste. O homem ilustrado, que cultiva sua inteligência nas chamadas culturas do espírito, ao contrário deixa-o atuar, mas sujeito à vontade do ente físico e, muitas vezes – diga-se com sinceridade – sem ter cabal consciência do momento preciso em que o espírito desenvolve sua atividade, que neste caso seria estritamente mental. É confundido com a própria inteligência ou com a exaltação do pensamento em sua função criadora, mas não é assim, como veremos a seguir.”

“O ente físico usa o sistema mental para os assuntos exclusivamente físicos ou materiais… em nada ali intervém o espírito… É mantido alheio a tudo o que ocorre na vida como se nada tivesse a ver com ela. Entretanto, o espírito sabe manejar esse sistema mental e servir-se dele com maior desembaraço e eficiência que o ente físico, mas gosta de usá-lo, principalmente, para levar o homem ao conhecimento de seu mundo, o metafísico, de onde se conclui que o conhecimento de si mesmo é o encontro e identificação com o próprio espírito.”

“O homem não deve mais se enganar a este respeito, nem tampouco deve continuar enganando as crianças, falando-lhes do ‘anjo da guarda’. Não é ele que vela por sua segurança, salvando-as das delicadíssimas situações a que frequentemente as levam a inconsciência ou a imprudência. Devem dizer-lhes qeu é seu próprio espírito quem intercede para evitar uma desgraça.”

“Há os que ocupam veículos que não dirigem; são os que, não sabendo dirigir a si mesmos, confiam no auxílio constante do próximo para andar pela vida; os que não pensam, os que vivem à margem da realidade consciente da existência. Existem também os que aprendem a dirigir mal seu veículo e continuam dirigindo-o assim enquanto vivem. Compreender-se-à que nenhum deles poderá levar consigo – referimo-nos ao espírito – os valiosos recursos do conhecimento, tão úteis para a herança de si mesmo.”

As Três Zonas Acessíveis ao Homem

“Depreende-se do exposto, que o ente humano comum somente conhece o mundo circundante, e ainda o conhece mal, causa inquestionável de seus limitações, aflições e infortúnios, enquanto que o ente evoluído conhece os três mundos (interno, circundante e transcendente) e pode viver neles, porque nos três atua sua inteligência com brilhantismo. O homem deve, pois, preparar o espírito depurando sua mente, iluminando sua inteligência e enriquecendo sua consciência com os conhecimentos que vinculando-o a essa três zonas, lhe permitam alternar nelas sem dificuldade, com sabedoria, honestidade e limpeza moral.”

“Cada coisa requer rigorosamente uma preparação. A natureza não dá saltos; a do homem tampouco deve fazê-lo. Alcançar a conquista do ignoto é matéria de um processo de evolução conscientemente realizado, que permite obter, nas medida em que ele vai sendo cumprido, as compreensões e conhecimentos necessários para levar adiantes esse empenho.”

(Trechos retirados do livro “O Mecanismo da Vida Consciente” de Carlos Bernardo Gonzáles Pecotche, RAUMSOL)

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