A Perversidade Natural do Gênero Humano

(Quase) Todas as pessoas já discutiram sobre um determinado assunto alguma vez na vida. Seja sobre o seu time preferido de futebol, seja sobre política, religião, entre outros assuntos. Mas você já tentou analisar de forma mais profunda como essas discussões se apresentam? Para dar um exemplo mais claro, nós poderíamos falar primeiramente sobre o objetivo da discussão em si. Qual é o seu objetivo ao discutir com outra pessoa? Encontrar a verdade ou resposta que solucionaria o debate ou, simplesmente, vencer o debate? Shopenhauer dizia que muitas vezes as pessoas discutiam apenas para vencer o debate por haver uma perversidade natural do gênero humano ou talvez uma certa vaidade inata de não demonstrar que seus argumentos são falsos. Assim, se todos fossemos sempre honestos, nós sempre discutiríamos com o objetivo de buscar a verdade.

Estar com a verdade e demonstrar para os outros, e para você mesmo, que você está com a verdade são duas situações distintas. Portanto, de certa maneira, essa perversidade de que Shopenhauer fala na verdade não seria necessariamente algo ruim, mas sim uma forma de proteger seus argumentos para que haja uma análise mais profunda, para só então, ter mais segurança naquilo que está sendo dito. Assim, utilizar-se de falsos argumentos com o objetivo de adiar a conclusão imediata (ex. estou errado!) seria uma forma natural de que o cérebro encontrou para buscar a verdade, mesmo que por meios ilícitos ou mentirosos. No entanto, acho que concordo com Shopenhauer, apesar de haver essa outra maneira positiva de analisar o uso de falácias em discussões.

Estarei escrevendo em posts futuros várias formas “ilícitas” de se vencer um debate, utilizando-se para isso várias falácias descritas no livro “Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão” de Arthur Shopenhauer. Tenho certeza de que o conhecimentos desses falsos argumentos é algo muito importante para qualquer pessoa e afirmo que o meu objetivo ao escrever sobre isso é exclusivamente para fins protecionistas e não para gerar ataques contra outras pessoas.

O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver o outro, tal deve ser o objetivo de todos os esforços do homem, se quer assegurar sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.” (ALLAN KARDEC)

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